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Amigos de Fortaleza, Rebeca precisa de vocês!


Queridos amigos do coração:

Esta linda garotinha é a Rebeca!

Este blog que tem tantas histórias contadas em um pouco mais de um ano de funcionamento não  poderia deixar de apoiar e divulgar aqui uma ” corrente de solidariedade e fé!”, o Blog  que fala e pede  oração por uma linda garotinha de nove anos: Rebeca (http://orepelarebeca.blogspot.com/)

O problema da Rebeca não é coração, mas um tumor no cérebro e cuja única esperança está mesmo num milagre que somente o Senhor pode fazer, pois para os médicos é inoperável. E nós cremos que o Senhor pode fazer.

Ela é de Fortaleza e é lá que está internada. Neste momento a família pede além das orações, que doadores de sangue se manifestem para doar em caráter de URGÊNCIA!

Então amigos de  Fortaleza, corram! O endereço é: é FUJISAM, Av. Barão de Studart n° 2626. Fone: 40096730. Horário de 07 às 18:00h ( segunda a sexta ) e sábados de 07 às 14:00h. Ao chegar lá, é preciso dizer o nome do paciente Rebeca da Silva Coelho, Hospital Regional Unimed de Fortaleza, UTI pediátrica.

A família pede que você poste um comentário no blog  avisando que doou, para ter o controle de quantas pessoas fizeram a doação ( Blog Ore pela Rebeca).  “Muito obrigado! Não podemos pagar a todos que tem orado e aqueles que doarão sangue, mas temos absoluta certeza que o Senhor vos recompensará em justa medida, pois Ele abençoa e não acrescenta dores. Que Cristo abençoe a todos!” Agradecem os pais.

Durcila Cordeiro

Mãe do Cadu e da Bia

Admin do Blog

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Um em cada cem bebês nasce com defeito congênito no coração


doenças cardiacasCláudia Collucci

da Folha de S.Paulo

Hospitais cardiológicos de São Paulo estão fazendo partos de mães cujos bebês têm cardiopatias congênitas graves e que podem morrer se não forem operados em tempo hábil. O HCor (Hospital do Coração) tem realizado um parto por semana, e o InCor (Instituto do Coração), um por mês.

Novas pesquisas mostram que as chances de sobrevida do bebê cardiopata aumentam em 50% quando ele recebe atendimento cardiológico adequado -que pode incluir cirurgia- antes e logo após o nascimento.

Uma em cada cem crianças nascidas possui defeito congênito no coração. O número é superior à síndrome de Down, por exemplo, que atinge um bebê a cada mil nascimentos.

Segundo a cardiologista fetal e pediátrica Simone Pedra, coordenadora da unidade fetal do HCor, a demora na realização de procedimentos e o transporte do bebê cardiopata de uma maternidade até um hospital cardíaco podem piorar muito o quadro clínico.

Médicos trabalham no parto da dona de casa Marciléia de Jesus Claudino, realizado no HCor (Hospital do Coração); bebê foi operado

“As crianças nascem bem, mas vão se instabilizando com o passar das horas. Por isso é fundamental fazer os procedimentos necessários antes que a situação fique crítica”, explica.

O cardiologista Miguel Barbero Marcial, responsável pela unidade de cirurgia pediátrica do InCor, afirma que um bebê que nasce em uma maternidade, sem o diagnóstico pré-natal da cardiopatia, costuma chegar às unidades cardiológicas em estado muito crítico.

“Precisamos primeiro estabilizar o pulmão, os rins e os demais órgãos para depois operar. É muito diferente quando o bebê nasce [no hospital cardiológico], vai direto para uma UTI neonatal cardiológica e logo depois é operado”, diz Marcial.

Há três meses, o HCor começou a atender gestantes do programa “Mãe Paulistana”, por meio de uma parceria com a Prefeitura de São Paulo. Quando detectada a anomalia no bebê, a mulher é encaminhada para o HCor, que a acompanha durante a gestação, no parto e após o nascimento da criança.

Anteontem, a dona de casa Marciléia de Jesus Claudino, 22, participante do programa, deu à luz Guilherme no HCor. O bebê, que foi operado ontem, tem a Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo. A doença se caracteriza pelo não desenvolvimento correto do lado esquerdo do coração.

Marciléia descobriu a cardiopatia do filho na 36ª semana de gestação, durante um ecocardiograma fetal. “Foi um susto grande, mas fiquei mais tranquila quando soube que poderia fazer o parto aqui [no HCor]”, afirma. O nascimento ocorreu na 38ª semana.

No passado, a taxa de mortalidade dessa doença era de 95%. Hoje, se a criança receber tratamento adequado, a sobrevida chega a 90%. Se o diagnóstico for tardio, a taxa é de 60%.

No entanto, muitas crianças no Brasil ainda nascem com essa síndrome e morrem nos primeiros dias de vida, sem diagnóstico correto. “Antigamente, acreditava-se que a criança morria de sepse, um quadro infeccioso grave. É a evolução da doença. A criança nasce bem, entra em choque e vai a óbito rapidamente”, explica Pedra.

Para o diagnóstico precoce dessas cardiopatias, a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda a realização do ecocardiograma no pré-natal. No SUS, são poucos os municípios que fazem o rastreamento para a detecção do problema.

Em Porto Alegre (RS), há um programa do Instituto de Cardiologia em que médicos vão até os postos de saúde e fazem ecocardiograma fetal em todas as gestantes, por meio de um aparelho portátil. Quando há suspeita de algum problema cardíaco no feto, a mulher é encaminhada ao instituto para acompanhamento e, se for o caso, dá à luz no local.

“Se o feto apresenta arritmia, por exemplo, a mãe recebe medicação. Com isso, esses bebês nascem bem, a termo, em condições de continuar o tratamento depois do parto”, explica o cardiologista Luiz Henrique Nicoloso, da unidade de cardiologia fetal do Instituto de Cardiologia de Porto Alegre.

O diagnóstico de algumas anomalias acontece a partir da 12ª semana de gestação.

 (Original: Folha on line)