Perguntando ao pediatra!


Dra Lilian Zardini é cardiopediatra e tem uma página no Orkut (Cardiologia Pediátrica). Ela orienta e tira as dúvidas de muitas mãezinhas ali da comunidade. Sempre ética e carinhosa, nunca deixou ningém sem resposta.

Veja o que ela respondeu à uma mãezinha (Márcia Adriana- Mãe do Thiago) sobre a H1N1 abaixo:

“Oi, Dra Lílian,

 Tenho um filho cardiopata (SHCE) e participo de sua comunidade, na maioria das vezes lendo os tópicos, mas uma dúvida que apareceu na comunidade “Cardiopatia Congênita” me fez vir aqui pedir sua opinião.

Nós, mães de cardiopatas, que tipos de cuidados devemos tomar em relação a nova gripe? Existe um risco real e grave para nossos filhos? Como não cair no exagero?

Vou dividir com vocês a dúvida que foi postada por outra mãe lá na comunidade:

“Amigas estou com medo desta nova gripe, os casos estão crescendo muito a cada dia, tenho vontade de por minha filha numa bolha. Vocês sabem se para nossas crianças cardiopatas, mesmo operadas se elas corem mais risco em caso de contagio?”

 

Obrigada por sua costumeira atenção!  30 jun (3 dias atrás)

Márcia

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  Márcia:

 Por ser uma doença nova, sabemos até certo ponto apenas. Pacientes imunodeprimidos, idosos e crianças abaixo de dois anos, além dos pacientes com doenças crônicas (aí sim entram os cardiopatas) correm um risco maior de formas mais graves da doença (gripe) se adquirirem. Agora, a chance de se contrair o vírus é a mesma do que a das outras pessoas.

Sabemos que para tentar evitar o contágio devemos evitar aglomerações e lugares fechados (ônibus, metrô, salas de cinema, etc). Devemos lavar as mãos constantemente (isso evita a disseminação de várias doenças, não só da gripe) e evitar o contágio com pessoas sabidamente doentes. Os pacientes com sintomas da gripe devem ter a consciência de evitar contato com outras pessoas e se forem espirrar ou tossir proteger boca e nariz com a mão (e lavá-las posteriormente) para evitar a formação de microgotículas infectadas pelo vírus que poderão ser aspiradas por outros.

Crianças que frequentam escolas e creches também tem uma chance maior de adquirir a doença. Enfim, não existe um método 100% seguro para se evitar a doença. Já foi provado que máscaras tem efetividade de apenas algumas horas (essas máscaras comuns ficam úmidas com saliva / respiração e depois de algum tempo não protegem de nada). Seriam efetivas para os infectados, para evitar as microgotículas que falei acima.

Então, sem exageros, mas com o máximo cuidado. Abraço!

 Lílian

amigosdocaora h1n1