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Inclusão pelo esporte


Karatê e inclusão social

Esta reportagem foi publicada no “caderno” Jogada, do site do Diário do Nordeste, em 06/02/2010 e mostra como é importante cada um fazer um pouco, sem depender dos poderes púbicos e ineficientes do Brasil, na hora de praticar a inclusão e combater o preconceito e o isolamento social.

reportagem de MOACIR FÉLIX

Projeto implantado na cidade de Pacajus – CE usa a milenar arte marcial para promover inclusão social, com ação de voluntários

Adultos e crianças portadores de necessidades especiais recebendo normalmente aulas de karatê é uma cena pouco comum nas tradicionais academias espalhadas pelo Estado.

Mas na cidade de Pacajus um projeto denominado “É preciso saber viver” utiliza a citada modalidade para promover a inclusão social dos deficientes visuais e portadores da Síndrome de Down daquele município.

Socialização
Idealizador desse projeto, Adolfo Aguiar fala sobre a pioneira iniciativa. “Eu tenho dois filhos, Adolfo Aguiar Filho e Beatriz Darley Aguiar, que praticam o karatê e sempre os acompanhei na atividade esportiva. Mas tinha vontade de ver pessoas com dificuldade de se integrar à sociedade, como deficientes visuais e portadores da Síndrome de Down, praticando o karatê também”. E para plantar a semente do projeto “É preciso saber viver” Adolfo conversou com o professor Ivanildo Soares, que não só aprovou como aceitou colaborar com a iniciativa. “E desde então a gente vem batalhando para atrair pessoas com necessidades especiais para o projeto”, afirmou Adolfo.

Gratuito
Os para-atletas que integram o projeto “É preciso saber viver” , cujas aulas são ministradas na Fundação Maloca dos Brilhantes, contam com apoio total. “Nós começamos a trabalhar com o projeto há quatro meses, mas é difícil conseguirmos para-atletas. Fizemos um sacrifício e compramos um tatame justamente para atrair mais atletas especiais, contudo, essas pessoas geralmente são reservadas e não se enturmam com facilidade”, explicou Adolfo. E ele prosseguiu: “Mas a gente vem tentando aumentar o número de karatecas especiais. Nós bancamos tudo e quem sabe, um dia, com essa ajuda, possamos chegar até numa Paraolimpíada com esses meninos? O sonho é esse”, completou o benfeitor.

Detalhe
Mas além do foco nas pessoas com necessidades especiais, o projeto idealizado por Adolfo Aguiar também abriga alunos não-especiais. “Além dos dois alunos especiais, contamos também com karatecas não-especiais. No grupo são 140 integrantes. Eles não pagam para participar das aulas. As mães dos atletas que não têm problemas colaboram fornecendo os quimonos, porém, os alunos especiais recebem material do nosso projeto. E quando há um campeonato pagamos inscrição, alimentação para os atletas e as mães, e ainda ajudamos com o transporte se a competição acontecer em Fortaleza”, concluiu Adolfo.

Aproveitamento
Para o professor Ivanildo, que comanda a equipe que atua no projeto É preciso saber viver, “a facilidade de dar aulas é muito favorável, porque eles aprendem rápido, principalmente os atletas especiais, que são nosso principal público-alvo. É prazeroso participar do projeto”, ressaltou o mestre do karatê, que trabalha como voluntário. E Ivanildo salientou que “seu trabalho voluntário faz com que os alunos se dediquem nos treinos. Eles dizem: ´Professor, o senhor trabalha de graça pra gente, então vamos retribuir conquistando medalhas para o senhor´”.

Projeto do Ecokid investiga um “ sinal” notado em coração “ normal” de crianças com Síndrome de Down


 

 down

Você sabia que o risco de uma mulher dar à luz a bebê com anomalia cromossômica aumenta com a idade materna? No caso da Síndrome de Down por exemplo: 20 anos 1/1500;   37 anos 1/190 ;   40 anos 1/97 ; 44 anos 1/30  e      45 anos 1/23.

O Ecokid e o Cepec-SP  vêm  investigando há alguns anos um  determinado sinal ( imagem percebida em estudo ecocardiográfico) que é notado no coração “ normal” de pessoas com Síndrome de Down.  A dra Lílian Lopes afirma “que, se de fato conseguirmos caracterizá-lo como tal, poderemos favorecer a comunidade médica e todas as gestações, com mais um marcador tal qual: translucência nucal, fêmur curto, hipoplasia ou ausência de ossos nasais como condições que auxiliam na determinação do risco fetal para cromossomopatia”. 

A médica tem experiência de mais de uma década em cardiologia e é uma profissional reconhecida e responsável pela capacitação de profissionais em ecocardiografia fetal e professora responsável por este setor da Faculdade de Medicina da USP, além de ser a responsável pelo Ecokid.

Evidenciar mais um sinal, de acordo com a dra Lílian Lopes “poderá muito colaborar no contexto diagnóstico, inclusive pré-natal”.

O Projeto “Down” de início é para pessoas com Síndrome de Down sem cardiopatias.

Os interessados em participar do projeto podem obter mais informações e agendar com Elaine ou Gláucia nos telefones:  (11) 3141-0814  (11) 3141-0814 / 3283-2393 / 9804-2073. O endereço: Alameda Santos, 211 (próximo da estação Brigadeiro do metrô, saída pela Rua Teixeira da Silva).

 

(Fonte Ecokid)