Médico brasileiro desenvolve metodologia para corrigir problemas cardíacos


Dr. José Pedro da Silva

 

 

 

 

 

 

 

 

A arritmia cardíaca – que atinge principalmente os idosos – tem um novo tratamento que utiliza tecnologia de ponta. Um desfibrilador implantado no paciente pode ser monitorado e acionado à distância, via satélite. Além disso, uma técnica cirúrgica corrige um defeito de nascença no coração, o mal de Ebstein. A nova cirurgia foi desenvolvida por um cardiologista brasileiro e já é utilizada em outros países.

O coração, um órgão sensível aos sentimentos, recebe ordens do cérebro, mas assume ares de chefe de todo o corpo humano. O órgão é colocado à prova diariamente e está sujeito a doenças como enfarte, angina e hipertensão e pode ter problemas até mesmo antes do nascimento.

A jovem Maria Aparecida, de 23 anos, nasceu com a doença de Ebstein. E só agora vai para a mesa de cirurgia. O problema é o mesmo da pequena Isabella, operada 15 dias após o nascimento.

A anomalia de Ebstein é um defeito em uma das válvulas do coração. O mecanismo que deveria bombear sangue para o resto do corpo perde força. Por causa disso, o coração bate fora do compasso, a pessoa tem dificuldade para respirar e o sangue não chega a todas as partes do corpo, deixando os dedos roxos.

Quinze anos de pesquisa e mais de cem pessoas operadas, a técnica desenvolvida pelo médico José Pedro da Silva, da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, é tão importante que já é copiada por vários médicos brasileiros e por cirurgiões de países como Estados Unidos, Alemanha e Japão.

A nova metodologia utiliza o próprio tecido da válvula para construir uma espécie de cone, que vai bombear o sangue normalmente. O método dispensa as próteses que devem ser trocadas de tempos em tempos.

O médico conta que começou a estudar o problema e viu que era “possível desprender aquela parte que estava presa lá no fundo do coração”, diz. “E eu montava como um cone, a ideia do cone tem um instrumento de pesca que o peixe entra e não consegue sair, eu falei o sangue tem que entrar e não conseguir voltar”, completa.

Uma característica muito importante desses pacientes é que nenhum deles precisou trocar a válvula.

As novas cirurgias cardíacas são minimamente invasivas. Durante o procedimento, é utilizado um equipamento de raio-X, onde o cirurgião acompanha tudo o que está sendo feito dentro do corpo do paciente.

As novidades tecnológicas que melhoram a vida de muita gente, ainda estão muito longe da maioria dos brasileiros. Juracy, que mora no interior da Bahia, há 14 anos descobriu que estava doente. Com ajuda dos amigos, o lavrador conseguiu passagem para São Paulo, onde finalmente teve acesso à tecnologia de ponta para salvar o coração.

(Fonte: Jornal da Band pauta@band.com.br)

Pequenos Corações intercede por bebê mineiro


Ele espera por cirurgia de coração, mas não há vaga em hospitais especializados

 Um recém-nascido com má-formação genética está internado, desde o dia 23 de outubro, no Hospital Universitário Alzira Velano em Alfenas, no sul de Minas Gerais.

A Associação de Assistência à Criança Cardiopata Pequenos Corações (com sede em São Paulo)  entrou em contato com o hospital e seu Serviço Social. A Pequenos Corações  está pleiteando uma vaga  para o recém-nascido junto aos hospitais especializados.

De acordo com as informações que Márcia Adriana Rebordões (presidente da AACC Pequenos Corações) recebeu do hospital, o bebê nasceu com Dupla via de saída de Saída de Ventrículo Direito; Coarctação da Aorta, CIA e CIV. Há necessidade de cirurgia urgente. Apenas dois hospitais em Belo Horizonte têm estrutura para realizá-la e nos locais não há vagas.

Segundo a assessora de imprensa do hospital em Alfenas, ao receber alta após o parto, o bebê começou a passar mal em casa, na cidade de Três Pontas. A mãe retornou ao hospital do município, mas não foi possível realizar um diagnóstico e a criança foi transferida para Alfenas.

No Hospital Universitário Alzira Velano, o bebê fez vários exames e a má-formação do coração foi detectada. A criança está em uma incubadora e respira por meio de aparelhos.

(Serviram também como fonte: G1 MG)

 

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Sopro no coração dos bebês é perigoso?


 

0,,15625452,00Se você tomou um susto quando o pediatra disse que seu filho tem sopro no coração, acalme-se. A existência do sopro não significa obrigatoriamente que a criança vá ter problema cardíaco no futuro. Na maioria dos casos, os pequenos têm vida normal e não sentem nada. “O sopro cardíaco é o ruído entre as batidas do coração, quando há turbilhonamento do sangue.

Em alguns casos, pode desaparecer com o crescimento (sopro inocente), em outros, permanece. Nos casos mais sérios é preciso fazer uma cirurgia precoce. Se um problema grave é diagnosticado ainda na gestação, realizamos a cirurgia logo após o parto”, explica Maria Lúcia Passarelli, diretora de pediatria da Santa Casa de São Paulo e integrante do departamento de Cardiologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Cardiologia. É fácil descobrir o sopro, por uma simples checagem da pressão arterial e ausculta com o estetoscópio, quando se verifica a contração dos ventrículos. Outros exames também podem ser feitos, como eletrocardiograma, ecocardiograma e raio X do tórax. “Todo problema cardíaco tem que obrigatoriamente ser investigado”, lembra Maria Lúcia. A cada 1.000 bebês nascidos vivos, oito têm algum tipo de problema cardíaco congênito. Quando se trata dos que possuem algum tipo de síndrome, como a de Down, a incidência pode subir para 50%. Em todo caso, é necessário o acompanhamento do cardiologista infantil.

(Fonte original:Revista Crescer)

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