Roger Miguel

Nosso milagre!

Criança: Roger Miguel

Nascimento:21/novembro de 2008  São Paulo

Cardiopatia:  Tetralogia de Fallot

Procedimentos:  Correção Total

Sou Aline a mãe do Roger Miguel e tive meu filhote aos 16 anos. Uma verdadeira loucura, porém hoje digo que ele é tudo na minha vida e na vida da minha família, já não seriamos os mesmos sem ele.

Minha gestação foi ótima, bem acompanhada, sem enjôos. Fiz o pré-natal direitinho logo no primeiro trimestre, sempre tive a preocupação de fazer todas as ultra-sons pra saber como estava meu bebê, e sempre escutei o que todas mães mas querem: “Seu bebê está ótimo”. Chegando próximo as 37 semanas de gestação resolvemos marcar a cesariana e foi o dia mais feliz da minha vida, sai radiante de casa pra me internar, uma alegria misturada com medo ansiedade de ver a carinha no meu filhote, meu marido então nem se falava, foi super companheirão comigo assistiu o parto do meu lado.

Ainda na sala de cirurgia meu filho se mostrava muito cansadinho, respirando ofegante. A pediatra disse que teria que levar ele pra colocar no oxigênio, mal tive tempo de olhar a carinha dele.  Ele foi com a pediatra e eu fui pra sala de pós-operatório.

Depois de passar o estado da anestesia eu fui para o quarto e pude curti meu filho, pude amamentar e acarinhar bastante minha cria. No outro dia pela manhã passou no quarto a pediatra acompanhada do dr. Mauricio e  foi ai então que me contaram que meu filho tinha uma cardiopatia congênita.

Gente eu perdi meu chão, eu disse pra eles: “Não espera ai como assim? Ele nasceu tão bem, com apgar 9, com 2,9005kg e 45 centímetros!” Eu não sabia que crianças tinham problemas cardíacos, a partir daí foram exames e mais exames. Ele ficava mais no berçário do que comigo no quarto, chegavam visitas pra visitar ele, e na maioria das vezes ele estava fazendo exames. Coitadinho! Era todo picadinho de agulha para colher sangue, ele nasceu também com icterícia e por pouco eu ia ter alta e ele ia ficar.

Graças a Deus no terceiro dia de vida tivemos alta, pude sair da maternidade com meu filho nos braços. Com 10 dias de vida passei ele no cardiopediatra, foi onde por fim foi realmente comprovada a cardiopatia dele, mas a médica não foi muito clara comigo e eu esperava um dedicação por conta disso, procurei mais dois hospital especializados no assunto, mas foi no Hcor onde conheci a Dra. Ana Paula que pode com toda clareza me explicar detalhes sobre a cardiopatia. Lembro bem que ela me disse que eu só ia sair daquele consultório quando soubesse realmente o que meu filho tinha. Ela sentou comigo me explicou com detalhes e até desenhou pra eu entender. A partir daí começou a nossa rotinha mensalmente com a cardio e os exames regulares, além da medicação “Probranolol”. Ele ainda não tinha peso pra operar, sempre foi uma criança difícil de ganhar peso. Mas nunca teve nenhuma crise cianótica, o que era meu maior medo. Sempre tive a preocupação de não deixar ele chorar muito, para não acontecer nenhuma crise.

Mas aos nove meses de vida, no dia 25 de agosto de 2009 internamos para fazer a correção cirúrgica. Que dia complicado, mas estávamos todos confiantes que nosso príncipe iria vencer. Eu e meu marido levamos nosso filho na porta do centro cirúrgico e entregamos ele primeiramente nas mãos de DEUS e nas mãos da anestesista e do cirurgião Marcelo Jatene. Foram cinco horas de coração apertado de angústia de medo.

Depois que acabou a cirurgia veio a notícia que tudo tinha corrido bem  e que nosso filho iria pra UTI e sairia se tudo corresse bem com três dias. Não foi preciso mexer na válvula, então a expectativa e que conforme ele cresça a válvula cresça junto e a acompanhe o tamanho normal.

A primeira visita depois da cirurgia foi muito difícil, ele estava todo entubado, cheio de aparelhos e um monte de coisas. Eu quis mostrar pra ele que eu estava ali do lado dele, apesar de ele estar cedado e não poder me escutar. Meu marido ficou muito mal, saiu da UTI chorando, mas eu quis ser forte pelo menos na frente do meu príncipe.

Cada visita era muito difícil, era sempre uma nova esperança de ver meu filho de olhinhos abertos, ele saturava muito bem 100%, a pressão era ótima 9×6, porém demorou um pouco pra extubar e tirar todos drenos. Ele tomou seis infusões  de sangue, cada infusão eles fazem um exame rigoroso chamado de NAT, o que para meu desespero cada exame custava 620 reais o que o convênio não cobria, ou seja cada bolsa de sangue era igual á 620 reais. Meu marido começou a correr a atrás do convenio, chegou até ir na central, mas depois de muitas insistências apareceu anjos para nos ajudar, e mais uma vez DEUS nos deu a solução, o BRADESCO SAÚDE diante da situação nos ajudou e muito.

Ele teve que ficar 10 dias na UTI, teve derrame no pulmão esquerdo e foi drenado nos dois dias de UTI, por fim fomos pro quarto e eu pude novamente estar bem pertinho dele dando todo carinho, amamentá-lo. Mas no segundo dia depois que subimos para o quarto, uma assistente de enfermagem  foi tirar os controles do meu príncipe notou a respiração muito ofegante, chamaram então um médico da UTI para avaliar ele, e foi preciso dar uma inalação com ADRENALINA, e colocar ele no oxigênio. Aos poucos no tempo dele, tudo foi se normalizando.

Foram mas 15 dias de quarto, ele evoluiu bem, mas teve edema de glot, e arrebentou dois fios que seguram o osso, no começo pensamos que fosse uma infecção, mas nada foi detectado.E a preocupação dos médicos era que esse fio arrebentado não tivesse contado com a pele, si não iria ter que abrir o tórax novamente, mas não foi preciso.

Nosso plano de saúde não cobriu os honorários médicos da equipe que fez a cirurgia, para nosso desespero depois que nosso filho foi pro quarto fomos surpreendidos com uma divida de 18 mil reais, um valor que agente não tinha. Começou então a correria contra o plano de saúde, para fazer um possível acordo com reembolso. A equipe médica entendeu a nossa situação e o reembolso foi depositado aos poucos, mas ainda temos dívida de quase 2 mil que o convênio se nega a reembolsar.

Graças a DEUS tivemos alta e fomos pra casa. Em casa me lembro bem que ele ainda tava muito assustado tadinho, de noite quanto ele dormia, por várias vezes acordava assustado e eu o acalentava dizendo: “ Calma meu anjo tudo passou, já estamos em casa!”. Hoje ele ainda continua em acompanhamento mensalmente e tomando Captopril e Furosemida.

Foi muito difícil passar por tudo isso, eu larguei tudo, tudo mesmo para fica pertinho dele pois sabia que ele iria precisar muito de mim. Mas agradeço a Deus por ter colocado ele em minha vida, por que foi com ele que eu vi como podemos lutar pra vencer e que podemos vencer quanto temos DEUS na nossa vida.

Foi ai nessa grande luta que vimos realmente quem eram nossos amigos, e quem estava ali do nosso lado. Apreendi muito naquela UTI naquele Hospital não só com meu filho, mas com muitas crianças guerreiras que lutam muito e com muitas mães de UTI que também são verdadeiras guerreiras lutando junto de seu filhos, e não desistem.

E pra mim ser mãe de cardiopata é ver como DEUS é maravilhoso e enxergar a dimensão do poder de DEUS , e agradecer a ELE as pequenas coisas que para gente se tornam grandes milagres.

Cada descoberta do meu filho pra mim é uma grande alegria, ver ele andando, correndo, sorrindo, me beijando, os dentinhos. Hoje ele está com 1 ano e 5 meses, e eu continuo amamentando o que pra mim é um vinculo maravilhoso e o que também ajudou bastante durante a internação, pois ele mal si alimentava, por conta do edema de glot.

Agradeço a DEUS em primeiro, aos médicos: Ana Paula, Marcelo Jatene e toda equipe do Hcor que sempre estiveram à disposição. E a todas mãezinhas de UTI que meajudaram muito a cada boletim médico dado, a cada saída de 15 minutinhos da UTI… MUITO, MAS MUITOO OBRIGADA!!!!

Mãe:  Aline Rodrigues

Pai: Rodrigo de Souza

E-mail: rodrigovl122@hotmail.com

3 Respostas

  1. iai miguel td beiim ??
    quanto tempoo
    xaudades
    fica cou deus
    xauu

  2. oi meu primo querido boa noite q deus te abencoe

  3. Olá amiga Durcila passei por aqui para dar uma olhadinha na pagina que vc publicou do meu principe, fico muito feliz em poder contar nossa história, espero que sirva de exemplo para muitas mãezinhas que estão na luta, pela cura de seus filhos. Um beijo a todos e fiquem com deus!

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