SP : Sessão celebra Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita

A Câmara Municipal realizou nesta terça-feira (12) uma sessão solene para celebrar o Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita. A data, criada em 2010 pela lei municipal 15.347, foi instituída com o objetivo informar a população sobre a importância de se detectar precocemente essas doenças .

O evento foi realizado com o apoio da Associação Pequenos Corações, que presta assistência a crianças cardiopatas e neste ano lançou uma campanha pela implantação da oximetria de pulso, o famoso teste do coraçãozinho, em todos os hospitais do município de São Paulo.

O exame é utilizado para medir os níveis de oxigênio no sangue do recém-nascido, o que pode indicar uma doença grave. “É um teste muito simples, indolor, não invasivo, muito rápido e com uma grande efetividade para prever a cardiopatia congênita”, explica Patrícia Drummond, vice-presidente da associação.

A sessão foi presidida pelo vereador Eliseu Gabriel (PSD), autor do Projeto de Lei (PL) que instituiu o Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita. É dele também o PL 436/2011, que torna obrigatória a realização do exame em todos os recém-nascidos das maternidades da cidade.

“Esse dia municipal, que foi o primeiro a ser aprovado no país, é justamente para lembrar que as doenças do coração em crianças recém-nascidas, e até antes do nascimento, podem ser detectadas. Descobrindo que têm esse problema, as crianças podem receber o tratamento adequado e ter uma vida longa, relativamente normal”, comentou o parlamentar.

Durante o evento, cinco hospitais paulistanos foram homenageados por sua excelência no tratamento da cardiopatia congênita: o Hospital Beneficência Portuguesa, o Instituto Dante Pazzanese, o Instituto do Coração e o Hospital do Coração. Também foram homenageados a Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração (ACTC) e o cardiologista Jorge Yussef Afiune.

CARDIOPATIA CONGÊNITA
Cardiopatia congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras oito semanas de gestação, quando se forma o coração do bebê. Trata-se da má-formação congênita mais comum e uma das principais causas de óbitos em recém-nascidos.

Para o cardiologista Jorge Yussef Afiune, a mortalidade decorrente das cardiopatias congênitas seria drasticamente reduzida se todos os cuidados pré e pós natais fossem devidamente instituídos no país. Segundo ele, é comum que doenças graves sejam assintomáticas nos primeiros dias de vida.

”Em boa parte dos casos, as crianças recebem alta sem que se perceba a doença. Alguns dias depois essas crianças têm um quadro de cianose muito grave, um arroxeamento completo do corpo, ou um quadro de choque e até mesmo de parada cardíaca”, afirma o médico.

Quando os sintomas estão presentes, os mais comuns são extremidades do corpo roxas, transpiração excessiva e cansaço durante as mamadas, respiração acelerada enquanto descansa, pouco apetite associado a baixo ganho de peso e irritação frequente.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, todo anos nascem no Brasil aproximadamente 23 mil crianças com problemas cardíacos – a cada 100 bebês nascidos vivos, um é cardiopata.

Segundo a cardiologista Maria Virgínia Tavares Santana, do Instituto Dante Pazzanese, em cerca de 60% dos casos é necessário realizar uma cirurgia para corrigir o problema. “Muitas vezes, não é possível nem uma correção definitiva. Nós fazemos uma cirurgia paliativa, partindo somente mais tarde para uma intervenção que corrija o problema”, explica a especialista.

(Texto e fotos do site da Câmara de Vereadores de São Paulo)

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