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Diagnóstico precoce pode curar doença

Beatriz tinha apenas 2 dias de vida quando foi diagnosticada com hipoplasia, doença decorrente do desenvolvimento anormal do coração durante a gestação. Segundo os médicos, as chances de sobrevivência da menina eram de apenas 5%. Hoje, quase três anos e três delicadas cirurgias depois – a última há pouco mais de dois meses -, a juizforana corre e brinca como qualquer criança saudável. Ela faz parte de um universo de pelo menos 23 mil pequenos brasileiros que, a cada ano, precisam enfrentar os centros cirúrgicos para corrigir cardiopatias congênitas – falhas cardíacas estruturais ou funcionais, com alto índice de mortalidade no primeiro ano de vida-, e que acometem oito em cada mil bebês nascidos vivos. Sem razões determinantes para a ocorrência ou formas de evitar, o controle das doenças e a consequente redução dos óbitos depende apenas do diagnóstico precoce.

“Por falta de conscientização e de recursos, muitas cardiopatias são diagnosticadas tardiamente, levando a complicações e a mortes que poderiam ser evitadas”, explica a cardiologista infantil Ana Beatriz Guedes. Ela afirma que a avaliação médica e o tratamento realizados no tempo adequado permitem a melhora da qualidade de vida da criança e, em alguns casos, até a cura da doença. “É possível detectar a maioria das cardiopatias com um ecocardiograma fetal, exame capaz de avaliar toda a anatomia do coração do bebê ainda na barriga da mãe. Percebida alguma alteração, podem ser realizadas intervenções intrauterinas, com a administração de medicamentos que atravessam a placenta ou, até mesmo, cirurgia”, acrescenta.

Cardiopediatra do Hospital Felício Rocha, em Belo Horizonte, Lilian Zardini, que presta consultoria à Associação de Apoio a Crianças Cardiopatas – Pequenos Corações, lamenta que o exame ainda seja pouco difundido no Brasil. “Com o diagnóstico pré-natal, poderíamos planejar o parto em um centro de referência e salvar outras vidas que se perdem, principalmente, no interior do estado.” A médica lembra que, na maioria das vezes, a detecção da doença ocorre após o nascimento, seja ainda no berçário do hospital, nas consultas de rotina com o pediatra ou ao longo do desenvolvimento do bebê, com o aparecimento de sintomas (ver quadro).

Jornada

No caso da pequena Beatriz, a respiração ofegante percebida ainda no hospital em Juiz de Fora foi o pontapé para uma jornada comum a muitas famílias de cardiopatas. “Ela nasceu no dia 8 de janeiro (de 2008) e a hipoplasia foi descoberta no dia 10. Minha filha foi direto para a UTI neonatal, enquanto o pai e a médica passaram a noite correndo atrás de transporte adequado e de um hospital que tivesse vaga e equipe disposta a operá-la. No dia seguinte ela foi transferida para a São Paulo e passou pela primeira cirurgia”, conta a mãe da menina, Amanda Caçador, que deixou o emprego para cuidar da filha. Hoje, toma remédios diariamente e passa por exames de sangue semanais.

Cardiopatias congênitas

– O que são?

Anormalidades da estrutura ou função do coração, desenvolvidas durante a gestação

– Qual o nível de gravidade?

São graves e constituem risco de morte para a criança

– Por que ocorrem?

Não é possível precisar os motivos, mas fatores genéticos, doenças crônicas e uso de álcool, drogas e alguns remédios pela mãe durante a gestação podem estar associados à ocorrência

– Quem pode ter?

Qualquer criança. Mas estão mais suscetíveis filhos de mães diabéticas, portadoras de lúpus ou com mais de 35 anos, filhos de pais com consanguinidade (primos, por exemplo), gêmeos, bebês fertilizados in vitro, crianças portadoras de síndromes genéticas (como síndrome de Down, por exemplo) e que tenham antecedentes de cardiopatia congênita na família

– Como são diagnosticadas?

Normalmente após o nascimento, quando a criança apresenta algum sintoma, mas o diagnóstico pode ser feito por ecocardiograma fetal. Mesmo quando descoberta mais tarde, está presente desde a gestação

– Quais são os sintomas?

Sopro no coração, extremidades e lábios arroxeados, respiração ofegante, cansaço ao mamar ou ao fazer atividades físicas, dificuldades para ganhar peso, infecções respiratórias frequentes

– Como são tratadas?

Com medicação ou cirurgias, dependendo do caso

– Qual a expectativa de vida de um cardiopata congênito? Como vive a criança com cardiopatia?


Varia de acordo com a complexidade do caso. As cardiopatias mais simples possibilitam uma vida normal. A criança pode ir à escola, brincar e praticar alguns esportes. Os casos mais complexos – crianças submetidas a várias cirurgias e que fazem uso de muitas medicações – têm restrições de atividade física. O que vai determinar a necessidade de cuidados especiais é o grau de deterioração da função cardíaca.

Fontes: cardiologistas pediátricas Lilian Zardini e Ana Beatriz Guedes

Criança tem problema de coração sim

 

Um movimento nacional, liderado por ONGs, médicos e familiares de crianças acometidas por doenças cardíacas, propõe a institucionalização do Dia de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a ser comemorado em 12 de junho, data que costuma encher vitrines de corações pelo Dia dos

Namorados. Um abaixo-assinado on-line – http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/5607 – já recolheu 1.800 assinaturas. Juiz de Fora aderiu à campanha, com o encaminhamento de projeto de lei que inclui a data no calendário municipal.

O objetivo é aumentar o conhecimento da população sobre as cardiopatias e os tratamentos, por meio de campanha e ações educativas. Conforme consta na proposta municipal, a data seria uma “oportunidade para compartilhar experiências e informações com o público e com a mídia.” A cardiologista infantil Ana Beatriz Guedes destaca que não existem políticas públicas de apoio ao portador de cardiopatia congênita, a exemplo daquelas voltadas para pacientes hipertensos e diabéticos. Para a cardiopediatra Lilian Zardini, a fixação da data pode ser de grande importância para alertar que “criança tem problemas de coração sim”. 

(Fonte: Tribuna de Minas – Juíz de Fora/MG/Nov 2010)

 

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2 Respostas

  1. Luciana:
    Boa noite!
    Eu sou idealizadora e administradora do Blog e fico grata por suas informações. A matéria foi copiada de outro site.
    FIco feliz que você a leu aqui e sabendo mais sobre o ocorrido nos prestou mais estas informações.
    Durcila Cordeiro

  2. A MÉDICA QUE FEZ O DIAGNÓSTICO DESTA CARDIPOPATIA, LUTOU PARA QUE A CRIANÇA FOSSE TRANSFERIDA PARA BELO HORIZONTE (SEM SUCESSO!) FOI A DRA SARA GUEDES, DE JUIZ DE FORA. QUEM REALIZOU AS TRES OPERAÇÕES FOI OUTRA MÉDICA DO HOSPITAL BENEFICENCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO, INSTITUIÇÃO TAMBÉM NÃO CITADA NESTA MATÉRIA.
    É HORA DE SERMOS MAIS CLAROS E VALORIZARMOS NÃO SÓ AS NOVAS TECNOLOGIAS, MAS OS SERES HUMANOS QUE SÃO OS PROFISSIONAIS REALMENTE ENVOLVIDOS NO TRATAMENTO DESTAS CRIANÇAS E AS INSTITUIÇÕES QUE REALMENTE FAZEM A DIFERENÇA!

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