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Cardiologia Fetal do HCor registra aumento de 50% no atendimento de bebês e crianças cardiopatas

 Crescimento se deve a maior acesso a informações sobre cardiopatias congênitas em fetos, bebês e crianças e pelo aumento na procura por diagnósticos e tratamentos cardiológicos mais completos

Um dos temas mais debatidos atualmente é a realização de diagnósticos específicos, ainda no pré-natal, para identificar problemas de má-formação, alterações no feto e, principalmente problemas cardíacos fetais. O ecocardiograma fetal faz parte da série de exames que deve ser solicitado pelo obstetra durante a gestação, sendo esse responsável por detectar cardiopatias congênitas em bebês ainda no útero materno. Por conta do acesso à informação e a procura pela prevenção e tratamento das patologias cardíacas, a Unidade Fetal do HCor – Hospital do Coração em São Paulo registrou um aumento de 50% no número de atendimentos e exames pré-natais no período entre janeiro de 2009 a maio de 2010. Nos cinco primeiros meses deste ano a equipe de Cardiologia Fetal já realizou o mesmo número de exames do ano passado inteiro. Desde o início das atividades da Unidade Fetal HCor, em fevereiro de 2009, 38 bebês diagnosticados ainda intra-útero como portadores de cardiopatias graves nasceram no Hospital do Coração, dos quais 22 no ano de 2009 e 16 até final de maio de 2010. De acordo com a cardiologista fetal e coordenadora da Unidade Fetal HCor, Dra. Simone Pedra, o crescimento na procura por diagnósticos mais completos se deve a preocupação dos pais em diagnosticar possíveis problemas cardíacos ainda na gestação. “Atualmente o acesso à informação, tanto pelos obstetras quanto pelos meios de comunicação facilita o entendimento e ressalta a importância de se realizar exames como o ecocardiograma fetal na identificação de cardiopatias congênitas ainda gravidez. O acompanhamento e o tratamento de um bebê cardiopata ainda na gestação é primordial para a saúde do feto, por isso exames cardiológicos mais específicos trazem maior tranquilidade aos pais, que, a partir desse diagnóstico podem decidir a melhor forma de tratamento”, afirma a cardiologista. A Dra. Simone explica ainda que 2% de todos os bebês nascidos são portadores de malformações congênitas, sendo as cardiopatias congênitas as mais frequentes e graves. “As patologias do coração têm incidência infantil significativa, atingindo de 5 a 8 crianças a cada mil nascidas. Cerca de 50% das cardiopatias congênitas são tão graves que podem trazer sintomas ainda dentro do útero ou imediatamente após o nascimento, com a necessidade de tratamento específico nas primeiras horas ou dias de vida. O conhecimento pré-natal destas anomalias favorece imensamente a evolução clínica destes bebês, pois permite uma programação do local ideal, da idade gestacional e via de parto apropriada”, completa a cardiologista.

Herança Genética

Um dos fatores de risco para o desenvolvimento da cardiopatia congênita é a herança genética. Pais e mães portadores de cardiopatias congênitas apresentam uma chance duas vezes maior de gerar um bebê cardiopata. “O mesmo ocorre quando o casal já gerou um bebê com malformação cardíaca. Algumas cardiopatias, em particular, têm uma chance de recorrência ainda maior, chegando até 10% em gestações subsequentes”, destaca a Dra. Simone. Não há formas de prevenir a doença, porém, algumas mudanças comportamentais podem ajudar para o bom desenvolvimento do bebê. Antes de engravidar, a mulher deve procurar um médico para ver se seu estado de saúde está bem e iniciar a ingestão diária de uma vitamina chamada “ácido fólico”, que deve ser receitada pelo especialista. “A deficiência dessa vitamina pode ser um fator desencadeador de malformações cardíacas e do sistema nervoso central do feto”, ressalta a cardiologista. Além do acompanhamento médico, a grávida deve adotar uma alimentação saudável, abolir o fumo, as bebidas alcoólicas e o consumo de medicamentos sem o conhecimento do seu especialista.

Cardiopatias detectadas ainda na gestação

 As cardiopatias congênitas podem ser detectadas ainda na vida fetal. Durante a gestação alguns exames facilitam a detecção da doença. Os exames de ultra-som morfológico realizados rotineiramente nos primeiro e segundo trimestres gestacionais fazem o rastreamento da má formação no coração da criança. Quando há a suspeita de alguma anormalidade é realizado então um ecocardiograma do coração do feto, que permite avaliar e detectar detalhadamente anormalidades estruturais e da função cardíaca.

Unidade Fetal HCor

 Em janeiro de 2009 o Hospital do Coração, referência no atendimento cardiológico, inaugurou a Unidade Fetal HCor. Há aproximadamente 30 anos atuando na área de cardiologia pediátrica, a unidade foi criada com o objetivo de oferecer o que há de mais moderno no diagnóstico e tratamento precoce de cardiopatias congênitas graves. A unidade conta com estrutura obstétrica, equipamentos diagnósticos e equipe da mais alta diferenciação para o atendimento de gestantes de risco para cardiopatia fetal, além de ser um dos poucos centros mundiais a dispor de uma equipe treinada para tratamento de cardiopatias congênitas durante a vida intra-uterina. Depois de constatada a anomalia de alta gravidade o parto é programado e realizado no próprio HCor, com o acompanhamento da equipe multiprofissional que inclui não só os médicos envolvidos nesta área assim como enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos para o atendimento da gestante e de seus familiares. Imediatamente após o nascimento, o bebê é encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica onde receberá os medicamentos necessários e será programada a terapêutica específica seja ela por cateterismo cardíaco terapêutico ou por cirurgia cardíaca.

(Fonte Original:  Site do Hcor/Notícias)

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