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Artigo

Coração… batida da vida!

(*) Durcila Cordeiro

Eu e meu filho Cadu

O coração para as pessoas está associado à vida e à morte. É o primeiro órgão do corpo humano a iniciar sua formação na terceira semana de gestação, e a alcançar um maior desenvolvimento na quarta ou quinta semana, batendo em ritmo regular e compassado,  e é também o último órgão a parar de funcionar, simbolizando o fim de uma existência.

Então como evitar o susto e o medo, quando aquele “bebê perfeito” tão esperado, passa a ser “o filho com defeito”? Como evitar o sentimento de culpa? O que eu fiz?

Há milênios coração é envolto em simbolismos, assumindo as mais diversas formas: “símbolo do amor profundo e verdadeiro, das emoções que não obedecem à razão: Amar de todo o coração; na definição de caráter e índole: Puro de coração; ter coragem e ânimo: Não lhe falta coração para a luta; do centro, a parte mais importante de um lugar: “O coração da cidade”.

Diante de tamanha importância atribuída ao coração, pode-se imaginar como essa carga simbólica interfere no equilíbrio emocional de uma família, ao saber que seu bebê nasceu com uma malformação no coração, uma cardiopatia. Poucas doenças são tão assustadoras quanto as cardíacas, pois são sentidas como ameaça não só a saúde, mas principalmente à vida, gerando um processo de ansiedade e muito angustiante.

Passado o susto, vem à corrida desenfreada para tentar salvar aquele bebê que mesmo não sendo como o esperado, não é menos amado. Não se pode medir a dor e ao mesmo tempo a força que a família, principalmente a mãe, consegue tirar dessa situação adversa. Nada mais importa, somente o bebê!

Eu, passei por isso e sei bem como  o fato cai como uma bomba sobre nossas cabeças. A falta de informação é ainda mais assustadora.  Parece algo tão distante da realidade… Como pode uma criança tão pequena ser “cardíaca” ou nascer com tal deformação? Perguntei!

São dois os momentos de grande impacto emocional para nós os pais de crianças portadoras de deficiências cardíacas: o diagnóstico da cardiopatia e o momento da indicação cirúrgica. Para nós, a descoberta da cardiopatia desencadeia um turbilhão emocional que envolve a aceitação do filho doente, da doença e o medo do futuro desconhecido.

A falta de orientação, nos traz um despreparo psicológico para lidar com a situação. O medo é principal deles. E se meu filho(a) “não acordar” da anestesia? A dor que pode ser insuportável, o isolamento na UTI, e, principalmente, a necessidade de se elaborar a angústia de morte associada à cardiopatia e aos riscos da cirurgia em si, assim como o sentimento de impotência frente a essa situação…

Pensando em tudo que passei, busquei na pesquisa e  no intercâmbio de experiências com outras mães da internet,  suprir a minha falta de informações para o problema do meu filho. Nunca quis ficar no lugar do médico, mas queria saber… Atualmente tenho uma comunidade no Orkut (Amigos do Coração) e  este blog de mesmo nome, que eu menos de um ano, já passou dos 28 mil acessos.

Algo simples, sem pretensão de resolver problemas ou mesmo atuar como descobridor… Mas de informar mesmo , auxiliar e falar “ de mãe para mãe” que estamos aqui para “trocar”. Trocar experiência, sentir a dor do outro e em alguns casos até ajudar efetivamente buscando os caminhos para o tratamento, junto com outro grupo de mães que formalizou este ano A Associação de Apoio à Criança Cardiopata – Pequenos Corações.

Precisamos estar preparados para lidar com a situação naturalmente esperada neste momento, para termos condições de transmiti-la àquele pequeno ser. O único aliado nessa hora é o próprio médico.  Parece que só ele tem a informação, detém todo conhecimento.

(*) Durcila Cordeiro

Editora do Blog Amigos do Coração


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