Birra de tirar o fôlego

Waa%20cry%20baby2[1]No meio do choro, a criança pára de respirar e fica inerte, quase desmaiada. Nessa hora, manter a calma a qualquer custo, é fundamental.

Redação Crescer

 Tentar realizar seus desejos é papel da criança. O dos pais é educar, colocando os limites necessários. Em outras palavras: você diz não, e seu filho faz oposição. Esse embate familiar fica mais freqüente a partir do primeiro ano, porque a criança começa a andar, fica mais independente e passa a expressar melhor suas vontades. Quando ela não pode ou não consegue fazer o que quer, reage à frustração com cara feia, choro, gritos, sapateadas e outros chiliques. Às vezes, ocorre o espasmo do choro, ou crise de perda de fôlego. Em meio à choradeira, a criança fica sem ar e até desmaia. “O episódio é muito breve, dura uns 20 segundos em média, mas costuma apavorar os pais”, diz o pediatra Sérgio Amantea, do Departamento de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

Não faça drama

Se seu filho tem dessas crises, você já deve ter sido orientada pelo médico a não superestimar o problema. “Se a família se assusta e dá muita atenção, a crise tende a se repetir toda vez que a criança é contrariada. Ou, o que é pior, os pais deixam de contrariar o filho, temendo que ele entre em crise”, explica o pediatra.

Para enfrentar a situação com maior tranqüilidade, é bom saber mais sobre o assunto. Existem dois tipos de crise: as cianóticas (em que a pele da criança fica arroxeada) e as não-cianóticas (quando a criança só fica pálida). A crise cianótica costuma ser desencadeada por uma situação de estresse, uma contrariedade, por exemplo. “A criança chora e, de repente, pára de respirar, ocorrendo o arroxeado da pele e das mucosas. Ela parece ficar inconsciente por alguns segundos e, ao retomar a respiração, chora novamente”, descreve Sérgio Amantea. As crises não-cianóticas acontecem sem choro, em geral motivadas por um susto, por uma batida forte ou por um acesso de vômito. A respiração é momentaneamente bloqueada, com episódios de soluço. A criança fica pálida e, às vezes, perde a consciência.Em qualquer dessas situações, você pode ficar segura de que nada vai acontecer a seu filho. No entanto, convém contar ao médico quando ocorrer pela primeira vez, para que ele faça um diagnóstico. Se é apenas a crise da perda de fôlego, não há nada a fazer. O melhor remédio nesse momento é a mãe dirigir a atenção da criança para outra coisa de que ela goste. Uma brincadeira ou um brinquedo, por exemplo, são ótimos para distraí-la.

 

Na hora da crise

– Fique ao lado de seu filho, mas não entre em pânico nem tente reanimá-lo.

 

– Não adianta assoprar ou molhar o rosto da criança, nem passar álcool em seus pulsos, virá-la de cabeça para baixo ou dar tapas nas costas. São manobras inúteis.

 

– Seu filho voltará logo ao normal e provavelmente olhará o ambiente com ar de surpresa.

 

– Passada a crise, comunique o fato ao pediatra para que ele faça o diagnóstico e informe a melhor conduta a seguir.

(Fonte original: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI24991-15329,00.html)

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Uma resposta

  1. trabalho no Centro de Educação Infantil, no berçário e tenho um aluno que quando cai perde o folego, ele já teve refluxo, o que fazer quando acontece.

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